25 de setembro de 2015

Apresentação Glefferson (Sonic Ramone) e biografia de um colecionador veterano

E aí galera! É com grande prazer que me apresento para as Forças Especias Game Desconstrutivas!

Me chamo Glefferson Vinícios, conhecido Sonic Ramone. Sou recém formado Bacharel em Sistemas de Informação e atuo na carreira de Analista de Sistemas como júnior. Sou rockeiro fã de Misfits e Ramones, apaixonado por videogames e computadores antigos, História, Ufologia, documentários, Jurassic Park e carros antigos, em especial meu amado Fusca.

Minha carreira em videogames começou aos meus 6 anos, jogando Enduro, no Atari 2600 de uma coleguinha da rua. Pouco depois, tive meu primeiro contato com computador, um PC 386 com Microsoft Windows 3.11, no qual conheci clássicos do MS-DOS como Prince Of Persia, The First Samurai, Karateka, Grand Prix Unlimited, The Cycles e do Windows, como Paciência, Campo Minado, SkiFree, Dots!, Sticks, Taipei e vários outros. Engraçado que eu tinha medo do lobisomem do final de SkiFree e do sangue de Prince Of Persia.



Por um curto período isso era tudo o que tinha visto de videogames. Porém mudaria em poucos meses, quando um amigo da minha rua me levou para conhecer uma locadora de videogames. E o único sistema que eles tinham era SNES. E então fui apresentado para o encanador de bigode, em sua épica aventura em Super Mario World. Deste momento em diante, minha vida adquiriria uma traçada que carregaria comigo a partir de então...

Embora tenha conhecido alguns outros jogos do SNES, à citar: Top Gear, Mortal Kombat, Street Fighter, Strike Gunner, Sonic Wings, dentre outros famosos, meu favorito e grande paixão era Super Mario. Eu era louco pelo game!

Eu sempre gostei de desenhar, como toda criança imaginativa. Com a diferença que eu desenhava meus próprios gibis, com minhas próprias personagens e historinhas. Pegava um volume de folhas sulfite, dobrava ao meio, costurava na máquina de costura mesmo, com linha branca (as edições especiais de número par em 08 eram com linha preta) e pronto: era só desenhar o livrinho, que tinha por padrão exatas 24 páginas cada. Ao todo desenhei 122 gibis ao longo de 05 anos, mais ou menos. Fora outras toneladas de desenhos paralelos, que geralmente eram sobre dinossauros, paisagens, bichos, ETs... "Eram", porque então aprendi a desenhar o Mario e a Peach e criei centenas de desenhos, 01 gibi e ainda uma fase com quase 10 metros de comprimento em folhas-formulário de impressora matricial!




Claro que nem tudo eram flores nessa época. Eu não tinha videogame, minha mãe não gostava que eu fosse na locadora e eu vivia apanhando de chinelo por ir escondido...


01. O PRIMEIRO VIDEOGAME E O PRIMEIRO COMPUTADOR


Para resolver isso minha mãe, em segredo, estava procurando por um videogame para me presentear. Era meados de 1998. Ela soube de um novo console que ainda seria lançado nas grandes lojas e reservou um. Era um Playstation. Meio que "sem querer querendo" comentou comigo que se eu passasse de ano com boas notas e parasse de ficar fugindo para locadora de videogames, me daria um de presente no Natal. Eu fiquei tão feliz!! Podem imaginar?! Era o que eu mais queria no mundo!! Fiquei super empolgado e mandei uma carta para minha madrinha de longe. Vocês sabem, né? Todo mundo tem uma tia coruja e rica que é super legal e dá presentes. E nós trocávamos cartas. Um mês depois ela responde dizendo que não precisava se preocupar, que o videogame já estava encaminhado...

Natal de 1998, 00:05h. O momento que mudou minha vida. Ganhei meu tão sonhado videogame! Um Super Nintendo Baby! Minha madrinha comprou para mim, e minha mãe ficou tão brava que até hoje não quer nem ouvir falar deste SNES... XD




Em seguida esta mesma madrinha ainda me presenteou com aquele 386 do início do texto, recheado de jogos. Foi nele que aprendi a usar um computador, e até aprendi alguns comandos de programação no MS-DOS. Eu cheguei a fazer um menu de inicialização em que você escolhia entre iniciar o Windows, ir para linha de comando ou iniciar alguns jogos. Tudo isso sozinho, sem livros, internet, revista, nada...

Em 1999 comecei a fazer curso de Informática, já com o moderníssimo (na época) Windows 98. Foi lá na escola que conheci Doom, Wolfenstein 3D, Ace Ventura The Adventure Game e Outlaws!




Videogame já era a coisa que eu mais gostava no mundo naquela época. Porém eu tinha somente um único jogo: Super Mario World. Eu já estava sentindo falta de conhecer algum jogo novo...


02. O INÍCIO DA COLEÇÃO


Lembram quando falei do amigo que me levou para conhecer uma locadora? Ele ganhou um SNES também com vários jogos e eu sempre ia em sua casa para passarmos manhãs e tardes jogando. Um belo dia, ele tira um videogame do fundo do seu guarda-roupas. Era um aparelho que eu nunca tinha visto. E de uma marca que nunca tinha ouvido falar até então. Quando ligamos o videogame e o jogo na memória do console começou, o mundo explodiu... Na hora eu não sabia, mas aquele seria o momento onde minha vida tomaria um rumo definitivo...

A marca: SEGA
O console: Master System III Compact.
O game: Sonic The Hedhgehog.

Eu não tenho como descrever a sensação que tive ao jogar Sonic pela primeira vez. É como se eu sempre tivesse vivido num mundo comportadinho, cordial, fofo, afável... E de repente explode tudo e tudo fica radical, rápido, bruto, veloz!!




Me apaixonei de imediato pelo jogo! Tanto que meu amigo me ofereceu o Master para troca em um dos meus controles novos do SNES e um cartucho de 11 jogos que eu tinha. Pronto. Estava com um Master System nas mãos e apaixonadíssimo por Sonic. Toda aquela euforia que tinha por Mario se transferiu instantaneamente para o Blue Blur. E a mesma coisa: aprendi a desenhar o Sonic, as paisagens, os inimigos, e recheava cadernos e folhas com desenhos! Era uma paixão tão desenfreada que, além de sumir da rua e varar madrugadas jogando, ainda fiz o placar perfeito no jogo, que é basicamente terminar sem morrer nenhuma vez, pegando sempre 99 argolas nas fases, todas as vidas, todos os continues, todas as esmeraldas, todas as fases bônus e ainda passar todas as fases da primeira parte em menos em 01 minuto.




Alguns meses depois este mesmo amigo me apresenta para um vizinho da rua que tinha um videogame antigo e estava vendendo por apenas 30,00. Acreditem ou não, o videogame era um Master System II, completo com caixa, manual, controle e pistola, uns 02 catálogos de jogos da época e ainda uns 05 cartuchos! Naturalmente que não deixei passar essa... Fui carpir quintal e comprei o console do agora novo amigo! Foi aí que conheci o maior dos clássicos do 8 bits da SEGA: Alex Kidd In Miracle World. Outro jogo que me apaixonei de imediato!




Agora eu tinha 03 consoles e alguns cartuchos. Mas ainda não era uma coleção propriamente dita.

Em um bairro vizinho havia uma locadora de filmes já bem tradicional e antiga. Um dia fui lá e perguntei se haviam jogos de videogame para vender. Eu nunca vou esquecer a surpresa que eu tive quando a doce menina que atendia tirou nada menos que 04 caixas lotadas de games de Master System, NES, SNES e Mega Drive. Tudo jogos que eles locavam outrora e que estavam há anos parados, já que eles trabalham somente com filmes havia muito. Além dos jogos estarem bem cuidados, os de Master eram 01 por R$ 7,00 e 02 por R$ 10,00... Alguns dias depois voltei lá e fiz minha primeira compra de game da vida: Alex Kidd In Shinobi World. Optei por este por ter lido a respeito dele em um dos catálogos do Master II, e por ser um game do Alex Kidd.




Desde então, durante 02 anos, mais ou menos, fiz pequenos trabalhos para os vizinhos para ir comprando os jogos de Master da locadora, que me renderam 15 jogos. E foi assim, meio que sem querer, com um pouquinho só de dinheiro de cada vez, que comecei a colecionar videogame antigo.

Durante aqueles 02 anos, (2001 e 2002) eu conheci o hoje saudoso site www.classic-gaming.com, pioneiro portal dedicado a colecionadores de videogames antigos, no ar de 1998 a 2006, com informações de centenas de consoles desde o primeiro até o último, além de catálogos de jogos e acessórios de cada um deles. Foi nele que descobri o quão vasto e variado o mundo dos videogames era, e quanta coisa incrível já tinha sido inventada! Foi um dos meus guias para o início da minha coleção.




Paralelamente aos jogos, passei a colecionar revistas antigas de videogame, primeiramente para ter uma ideia dos jogos que iria comprar para o Master, já que eu não conhecia nada do console e a cada compra era um "tiro no escuro", uma aquisição às cegas... Felizmente acertei em quase todas elas!


03. NOVOS CONSOLES E O AMADURECIMENTO DA COLEÇÃO


Entre 2003 e 2009 a coleção cresceu timidamente. Tive problemas com colégio, aventuras de adolescente, estudei muito, o primeiro emprego, etc. Mesmo assim, foram dezenas de jogos e vários consoles. O meu amigo, que nesta história parece mais um "agente de colecionador", me ajudara mais algumas vezes nos anos iniciais: meu primeiro Atari foi o Dactar dele, que ele me deu. Pouco depois ele me dá um Supergame CCE 2800, que ele roubou de um colega do colégio para me presentear (é verdade, acreditem!)...




Essa época era muito boa para se adquirir games antigos, pois não havia procura e nem um mercado específico, tal qual vemos hoje. Os poucos colecionadores que se aventuravam ainda distavam muito uns dos outros. Também o fato de comprar pela internet ainda não ser tão popular facilitava, pois permitia a você ter tempo para avaliar e se planejar para uma compra dessas. Aliás, minha primeiríssima aquisição pela internet foi Jurassic Park para Master System, no MercadoLivre, há 10 anos! Imaginem comprar em um site então ainda novo, com praticamente nenhuma segurança e garantia como se tem hoje! O game demorou quase 40 dias para chegar! Só para se ter uma ideia, uma compra vinda do mesmo local hoje demora no máximo 06 dias, pagando pelo serviço de entrega mais barato. Apesar das dificuldades, foram bons anos, de games baratos e em quantidade. Eu os encontrava facilmente em lojas de "uzados" de bairro, em locadoras tradicionais, sebos e até em bazares de igreja! Um cartucho como os hoje bem cobiçados Dactar 04 Jogos podia ser adquirido por 3,00. Megaman 2, impecável, por 5,00. Super Mario All-Stars, por 40,00 (por anos este foi meu jogo mais caro). Twisted Metal 4 do PSX, lacrado, por 30,00, assim como já vi Nights americano por este mesmo valor e também lacrado. Geralmente se encontravam jogos originais e bem cuidados. Hoje quando encontro, estão uma bagaceira e custam muito mais: os Dactar 04 Jogos pularam de 3,00 para 90,00...

Essa facilidade começou a mudar com a "nerdilização" da piazada jovem. De repente, colecionar videogames antigos virou moda, ao mesmo tempo que o acesso a internet foi facilitado e as compras pela rede passaram a se popularizar, com cada vez mais lojas virtuais e com cada vez mais segurança e garantia de entrega. Se por um lado nunca se teve tantos produtos com temas de games, por outro temos hordas de posers, piazada besta que só quer se aparecer e pagar pau de "gueimer", muitos dos quais compram jogos antigos só para se exibir nas redes sociais, tirando a vez de quem realmente aprecia e quer jogar. Patético, porém real. Eu nem sei quantos jogos eu perdi de negociar por causa desses tipos.

Com a dificuldade em se encontrar itens em lojas crescendo, passei a estudar outra possibilidade...


04. CONHECENDO OUTROS COLECIONADORES E COMPRAS INTERNACIONAIS


Em 2008 eu comecei minha faculdade e em 2009 entrei para meu primeiro estágio de carreira em uma grande empresa pública, onde permaneci o tempo máximo de 02 anos. Lá conheci alguém que se tornaria um dos meus grandes amigos, especialmente por compartilharmos a paixão por retro games e retro computação. Cara mais velho, tipo "tiozão", colecionava a bem menos tempo que eu, porém sua coleção era bem maior e bem mais "valiosa", por assim dizer: era um colecionador de consoles, com na época já mais de 20 videogames, todos na caixa e perfeitos. Fora os jogos, todos completos e vários ainda lacrados! Dá para imaginar um quarto só para sua coleção de videogames e computadores antigos? Era um paraíso... E ele ainda me presentearia com alguns games de Atari repetidos dos lotes que ele comprava, e ainda me vendeu 03 consoles por preços simbólicos: um PSX, um Nintendo 64 e um Atari VSC 2600 Four Switches (04 chaves).




Pouco depois de nos conhecermos, ele me sugeriu procurar itens no ebay, até mesmo porque o dólar estava baixo (flutuando em R$ 1,50). Como eu era um mero estagiário, ele se ofereceu para comprar no site para mim. Eu escolhia um item, ele negociava, me entregava e eu acertava com ele. Simples, não? E pelos 02 anos que estive estagiando lá, minha coleção dobrou de tamanho, assim como os itens aumentaram drasticamente de qualidade. Como eu recém havia adquirido um Mega Drive, dei mais atenção a este console nesta fase.




Imaginem vocês que meu primeiro item via ebay foi Jurassic Park para Mega Drive, completo, impecável, com pôsteres e tudo, por US$3,00?! Uma garota de Nova York que vendeu, e ainda teve o cuidado de mandar um bilhetinho com os passwords do jogo! Era um mundo novo que se abria! Jogos e acessórios extremamente bem conservados e muito baratos, se comparados com o que se encontrava no ML, por exemplo. Só para se ter uma ideia: um dos maiores itens da minha coleção, Sonic The Hedgehog 3, que adquiri novo, lacrado, por 15,00 no ebay, na época não se encontrava por menos de 80,00, 120,00, por cartuchos detonados e sem caixa/manual. A diferença de qualidade era gritante. Mas não só de Mega Drive: metade dos peso-pesados de SNES que possuo vieram do ebay, em sua maioria de lojas da Califórnia. Top Gear, Top Gear 3000, Jurassic Park, Jurassic Park Part II: The Chaos Continues (todos completos) e Speedy Gonzales in Los Gatos Bandidos. Depois que adquiri o Nintendo 64 do meu amigo ainda fui atrás de games para ele por lá também: Super Mario 64, The Legend Of Zelda – Ocarina Of Time, Pokémon Stadium, Pokémon Stadium II e Star Wars Episode I – Racer! (este último novo, lacrado). Fora outros games para outros sistemas.

Além de jogos, foi pelo ebay também que realizei meu maior sonho gamer de todos: Dreamcast. Desde que vi o videogame pela primeira vez, no concurso cultural do programa Disney Club (a TV CRUJ), babava em cima das revistas que mostravam o console em primeira mão lá em 1999. A icônica Ação Games apresentando o primeira matéria de capa sobre o console no Brasil me fazia sonhar... Mas mais fascinado ainda eu fiquei quando, em 2002, conheci Sonic Adventure...




Eu não consigo descrever o quanto este game é importante para mim e o quanto ele me influenciou durante minha adolescência. Eu me apaixonei pelo jogo! Era tão lindo, tão polido, tão divertido, radical, louco... E para quem tinha recém conhecido Sonic, nos 08 bits, podem imaginar o impacto de ver o Blue Blur em 128 bits?!

Nesta época meus desenhos se desenvolveram. Aprendi a desenhar mangá, sozinho, em casa, com revistas e mais revistas. Criei, mais uma vez, meus próprios personagens e histórias, essas sim enredos de verdade, muito grandes e complexos, como todo bom mangá deve ter (02 dessas histórias eu estou criando até hoje, 15 anos depois dos primeiros rascunhos). Então passei a desenhar o universo de Sonic Adventure e a criar incontáveis desenhos de Sonic. Inclusive muitos destes desenhos são um cruzamento entre o universo de uma de minhas tramas com o universo de Sonic, em meio a meus personagens. Mario & Sonic At Olimpic Games... Eu já fazia isso há muitos anos, kkkkk! Não vou me prolongar muito sobre este game aqui, senão pode sobrecarregar os servidores da Google... Vamos retomar o assunto principal.


05. GRADUAÇÃO, INÍCIO DA CARREIRA E O BOOM DA COLEÇÃO


Terminada meu período de estágio, em 2011, segui estudando e trabalhando ainda como estagiário até o final do curso, em 2014. Ao longo desses 03 anos, meus investimentos na coleção acalmaram um pouco. Fora um game ocasional aqui e acolá, foram poucas aquisições neste período. Até porque nesta época o curso exigia bastante de mim, e a rotina do trabalho x faculdade x casa consumia a maior parte do meu tempo e grana. Porém eu já contava com um bom acervo de games e consoles para me divertir, e não faltaram incontáveis tardes e madrugadas de diversão! Enquanto novos jogos não entravam me deleitava, e muito, com os que já possuía.




Terminado o TCC e após umas longas e merecidas férias em casa (prolongadas pela crise, diga-se de passagem) e enquanto aguardava a colação de grau, recebo uma proposta de uma grande empresa mundial de informática e assim assino minha carteira pela primeira vez! Salário bom, rotina agora só o trabalho e casa, tenho nova oportunidade de voltar a investir na minha coleção. Só não contava com tanta sorte como tive... Esta nova fase, iniciada em novembro de 2014 e ainda em curso, superou de longe a até então minha melhor fase de colecionador, que foram entre 2009 e 2011, enquanto ainda estagiava. Se naquela época eu fiz compras do exterior, adquirindo grandes hits dos games em exemplares impecáveis e até alguns lacrados, esta nova fase se caracteriza por 02 fatores determinantes: a expansão da tênue linha do limite máximo e a média gasta por item, e ao cumprimento de objetivos.

Sim, objetivos. Eu nunca fui um "acumulador" e muito menos um comprador compulsivo. Muito pelo contrário. Sempre planejei muito bem quais itens comprar, quanto gastar em determinado período e ainda avaliava o impacto de cada aquisição. Todavia, ao contrário do que pode parecer, é muito legal fazer este planejamento e acaba se tornando parte da diversão de se colecionar videogame. E o objetivo em questão era "ter todos os jogos que eu sempre quis ter na infância." Não eram muitos, mas eram parte dos mais famosos do SNES. E faz poucos dias que atingi a meta número 01!

Sobre como organizo minha coleção estarei publicando em breve aqui no blog um material bem bacana e detalhado.

Em poucos meses não só ultrapassei em número a quantidade de itens adquiridos, em relação a fase 2009-2011, como também está sendo o período dos mega-hits! Quem acompanha minhas postagens na Retro-Gamers Brasil sabe muito bem do que estou falando... Só para citar alguns: Ultimate Mortal Kombat 3, Top Gear 2, Super Mario Kart, Super Mario RPG - Legend Of The Seven Stars, Mighty Morphin Power Rangers The Fighting Edition, Megaman X... E isso só para citar os de SNES. Fora outros mega clássicos de MS-DOS: Carmageddon, Indiana Jones And The Infernal Machine, Duke Nukem 3D, Shadow Warrior, Secret Weapons of Luftwaffe, MDK... Todos jogos que conheço há muito tempo, mas nem sonhava ter a oportunidade de sequer vê-los pessoalmente! Como colecionador experiente posso dizer que jogos e softwares de computador antigo não são nada fáceis de se encontrar, ainda muito menos bem conservados e completos. E o pior: se encontrar, com certeza está saindo do acervo particular de algum outro colecionador, o que vai impactar no valor. Podem imaginar como é a negociação entre colecionadores?




Além disso tudo, ainda realizei outro sonho mais ambicioso: um Sega Saturn japonês de primeira safra! Completo, impecável, e ainda com vários jogos bem legais! Era um novo mundo que se abria diante de meus olhos... Como gosto de Saturn e seus belíssimos e carismáticos jogos! Especialmente Daytona USA, Nights Into Dreams, Virtua Fighter 2 e Pocket Fighter (este último dou muita risada jogando)!




Muita coisa está acontecendo este ano na minha carreira de colecionador. Jogos de peso, uma grande quantidade de novos itens, espaço melhor para acomodá-los, livros, incentivos, amizade com colecionadores de longe que dão um jeitinho para facilitar uma coisa ou outra ou trazer uma oportunidade, novos objetivos, itens raríssimos a preço de banana... Eu teria ainda muito o que falar aqui! Mas grande parte já publiquei na Retro-Gamers Brasil. Convido o amigo leitor a procurar na comunidade na sessão Minha Coleção para descrições detalhadas de aquisições e outras coisas.


06. CONCLUSÃO E PLANOS PARA O FUTURO


Durante o final de minha infância e toda a minha adolescência, eu sempre fui o cara esquisito CDF/nerd da sala de aula. Fora da escola e em casa eu preferia jogar videogame e aprender coisas de computador ao invés de ir em festinhas ou sair com colegas. Se por um lado isso me tornava o "esquisito", "zero à esquerda", "estranho" e ainda fazia as meninas da escola ficar longe de debochar bastante, olhando para trás hoje, vendo tudo que vivi e passei ao longo destes 15 anos, tenho só uma coisa a dizer: valeu muito á pena! Olha o quanto eu me diverti, sonhei e mantive meu brilho de criança nos olhos com esta atitude!

E vocês não sabem a sensação que dá quando, hoje, ocasionalmente passo por uma mulher visivelmente de mau com a vida, desanimada e infeliz, carregando 03 filhos debaixo do braço, sozinha, e esta mulher é na verdade uma ex-colega de turma, pela qual eu fui a fim na época mas fui menosprezado e zoado por ela... Eu sei. Vou para o Inferno por isso...

Se eu tenho algo a dizer de videogame, é o quanto eles têm sido positivos para mim desde que joguei pela primeira vez. Eles não são o todo, mas boa parte do que influenciou meu amadurecimento para a fase adulta. Aprendi e estabeleci muito cedo onde eu queria chegar. Me tornei um adulto feliz, que aprendeu a transformar sonhos em objetivos. Me tornei um adulto que joga muito menos videogame que antes (de 12 horas diárias para pouco mais de 04 horas semanais), porém sente o mesmo arrepio e a mesma emoção que sentia quando criança ao jogar, mas mais ainda, pela soma do fator nostalgia. Me tornei um adulto que não deixou de fazer o que ama só porque agora trabalho, cuido de uma casa e tenho contas. Muito pelo contrário... E o mais incrível disto tudo é que, conforme fui me orgulhando cada vez mais de ser assim, diferente dos outros, isso passou a ser algo atraente em mim, e hoje tenho grandes amigos, sou bem conhecido na minha cidade e até tenho uma namorada. A mais linda, a mais doce e assustadoramente parecida com uma personagem hentai que eu criei anos atrás, idealizando a mulher perfeita! E ela ama videogame e joga comigo!

Para o futuro meus planos incluem adquirir certos consoles que tenho grande respeito pelo fator histórico, uns mais fáceis outros verdadeiros tesouros perdidos no tempo. E mais alguns bons jogos para cada console da coleção. Pretendo construir um espaço maior para a coleção, um quarto ou uma boa sala inteira só para ela. Emoldurar pôsteres que tenho há anos, adquirir livros que abordem fatos históricos na história dos videogames e, o mais importante...

Continuar jogando muito videogame e desfrutando de cada item da coleção!

É... Videogame é algo muito positivo para mim. Me ensinou a ser um homem digno, firme, determinado e ainda assim feliz. Um homem que aprendeu a viver em função de seus sonhos.


8 comentários:

  1. Aê belo texto Glefferson. Muito interessante sua história... Um bocado diferente da minha, especialmente a parte da coleção.
    Agora me diz uma coisa, e essa foto "seduzente" no final do post? Kkkkkkkkkk

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    1. Acho que é pra atrair as Gamers pro Blog!
      HUAHUAHUAHUAHUAHUA

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  2. Super legal sua história Glefferson!Eu tive um Atari Dactar como primeiro videogame e adorei ver a foto dele no post,principalmente pela lembrança dos cartuchos 4 jogos,sensacional.Essa alta nos preços dos consoles antigos é fato,tem muita especulação nesse meio.Senti falta da menção ao Windows 95 no seu texto,vc nunca usou ele?É um OS clássico kkkkkkk!Eu curtia o W95.Parabéns pelo texto e por este SEGA CDX também!

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    1. Obrigado pelos elogios! Sim, eu tinha um 486 com Windows 95 e adoro o sistema! Inclusive foi o primeiro que experimentei após o Windows 3.11 e um pouco antes de fazer cursinho. Recordações que trago dele foram incontáveis tentativas de configurar o som nos jogos, que quase sempre eram mudos (para aqueles que não tinham som por speaker), kkkkk. Inclusive se você tiver um Windows Phone poderá baixar o MS-DOS Mobile para ele e tentar rodar o conteúdo da pasta "games"... É hilário! XD

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    2. Há! o bom e velho speaker do PC,um som inconfundível he he he.Esses dias eu tomei um susto porque deu um bug aqui no meu notebook e o som do speaker apitou,quer dizer,existe um speaker até hoje nas máquinas,mesmo em notebooks modernos!Eu que não sou da área de TI fiquei de cara com isso,que susto,kkkkkkk o bicho apitou alto!
      :)

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  3. Rapaz! Que apresentação! E essas fotos desses consoles e games! Putz! Eu não tenho tanta certeza de como comecei, se foi primeiro com Fliperamas ou com Atari porque foi bem próximo um contato do outro.

    Os primeiros jogos de Atari que eu joguei foi River Raid, Enduro, Frogger e Pitfall. E o meu acesso a esse console foi através de um vizinho que morava subindo um pouco a rua onde eu morava.

    Arcade era a uns 6 minutos de pernada de casa, foi inclusive num Fliperama que pegou fogo... Lá tive meu primeiro contato jogando Time Pilot 84, Tokio, Galaga, Pac Man, Space Invaders e Kung Fu Master.

    Mas lembro muito bem da minha experiência inicial com o sistema NES através do Top Game e Phantom System jogando Bee 52 (Que é um jogo que eu gosto muito), Battle City, The Last Ninja, Robin Hood e algum Megaman a qual não lembro qual. E esses consoles era de uma locadora chamada Ação Games, a qual futuramente iria trabalhar lá.

    Master System foi com Alex Kidd in Miracle World, Strider, Altered Beast e Sonic, e quem tinha era outro amigo que morava bem perto de casa.

    SNES foi jogando Super Mario World e F-Zero, e era numa locadora chamada Sonic Games ha uns 15 minutos de pernada.

    Se não me falhe a memória, esses foram as minhas inicializações aos games.

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  4. Rapaz, bela história! Principalmente a parte do Sonic de Master. Alguém que tenha carinho por este jogo sempre ganha e muito a minha atenção! \o/
    Bateu saudade de quando os jogos custavam de 3 a 15 reais, pena que entrou na moda e não vai sair disso nunca mais. Curioso que eBay e alguns sites americanos ainda vendem cartuchos relativamente baratos (esquecendo a conversão pro Real, que torna a coisa ridícula). Mas colecionar games virar moda é um grande problema mesmo, os preços inflacionam cada vez mais.
    Duro do colecionismo é a falta de tempo e espaço. Faz tempo que não encontro um tempinho pra encarar meus jogos, dar manutenção na coleção e tal. Triste.
    Agora voltando ao seu texto, a melhor parte foi vc ter tido foco o tempo todo, sabendo o que queria e correndo atrás sem comprar coisas só pq sim. Sempre bom ter um foco, quando encontrei o meu, parei de gastar com bobagens e cheguei num estágio bem maduro daquilo que coleciono: no caso, Sonic. Agora vc entende pq eu gostei de vc ter mencionado o primeiro game 8 bits do ouriço, não? rs
    Pena que chegou num ponto que a grana acabou totalmente aqui e eu tive que frear todas as compras... kkkk
    Muito legal a história!

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