13 de agosto de 2016

Museu do Videogame Itinerante em Belém (2016)

Gostaria de iniciar este texto fazendo a seguinte pergunta: Qual o valor de uma recordação? Para mim, a capacidade de lembrar os doces momentos da juventude significa ir além dos fatos passados, é bombear energia e experiência em sua mais pura essência, evoluindo-nos cada vez mais resgatando os melhores momentos de nossa juventude. Pois é o único momento em que, mesmo quando adultos, nos tornamos crianças novamente quanto o personagem gamístico que tanto amamos começa a obedecer nossos comandos na tela da TV ou do monitor. Em outras palavras, Recordar É Rejuvenescer. Se você acha o contrário disso, ou que mesmo signifique a morte para o presente e o futuro, sinta-se gentilmente convidado à ir para o hall dos sandeus entojados. 

Os jogos de vídeo game se tornaram uma febre peculiar durante os anos 80 e 90, com locadoras espalhadas pela cidade, bancas de revistas com inúmeras edições de Ação Games, Game Power, Videogame, em fim, numa época aonde a internet inexistia ou ainda estava engatinhando, o prazer da vida estava em se movimentar para lá e para cá, encontrando amigos ou fazendo amizades, trocando dicas de jogos e marcando encontro para torneios épicos. Mas os moradores da cidade de Belém tiveram a oportunidade de reviver este momento ao visitar uma exposição de jogos eletrônicos que ocorreu no Boulevard Shopping Belém entre os dias 23/07 A 14/08 de 2016.
Mas nem só de antiguidades vive o Museu do Videogame Itinerante, houve espaço para consoles e jogos das gerações mais atuais como PlayStation 4, Wii U e etc. Além de conhecer a história dos consoles através de totens com breves informativos espalhados pelo local, os visitantes também tiveram a oportunidade de jogar de forma gratuita games desde o Telejogo até o Xbox One. E como se não bastasse, o atrativo do museu contava também com desfiles de Cosplay, desafios Just Dance e simuladores de corrida, com certeza um ambiente que eu adoraria que se tornasse permanente na cidade. Enquanto eu visitava o evento, pude ver relíquias como o Magnavox Odyssey, de 1972, Atari Pong, de 1976; Fairchild Channel F, de 1976, Telejogo da Philco Ford, de 1977, Microvision, de 1979, Vectrex, de 1982, Nintendo Virtual Boy, de 1995 dentre muitos outros. Também realizei uma entrevista (Que você confere aqui mesmo nesta postagem) com o curador do museu, Cleidson Lima e o coordenador do evento Esdras Serrano.
Também tive a oportunidade de conversar com várias pessoas que estavam visitando o local, vi muitos pais e mães levando seus filhos, alguns, empolgados, até comentavam com seus filhos sobre um ou outro console que fizeram parte de sua juventude. Conheci pessoas da minha idade (E até idosos), que também frequentavam assiduamente as boas e velhas locadoras de Videogames, eles compartilharam comigo algumas poucas lembranças de quando jogavam games em sua predominância Mario, Sonic, as febres da época como Street Fighter II e Mortal Kombat, outros comentavam sobre seus primeiros consoles, que normalmente eram o Atari, Nintendo 8Bits através de alguns de seus Famiclones (clones do NES) como Dynavision da Dynacom, o Top Game da CCE e o Phantom System da Gradiente, e houveram aqueles que iniciaram sua vida de jogadores de vídeo game com o Master System e Mega Drive.

Entrevista com Cleidson Lima e Esdras Serrano do Museu do Videogame itinerante:
Antes de tudo, gostaria de parabeniza-los pelo excelente trabalho, sinto-me como se tivesse pego um Delorean e voltado no tempo para as épocas gamisticamente mais nostálgicas que eu vivenciei. Parabéns mesmo.

Entrevista com Cleidson Lima:
Cleidson, primeiro eu gostaria de iniciar a entrevista pedindo a você que se apresente aos leitores do Gamer Desconstrutor: quem você é, idade, formação, o que você faz pra viver e etc?
Meu nome é Cleidson Lima, 43 anos, jornalista de tecnologia há 20 anos, casado, pai de duas meninas. Sou editor do maior jornal de Mato Grosso do Sul ( Correio do Estado ). Sou jornalista por formação, com pós-graduação em marketing e mestrado em comunicação. Desde 2011, também sou dono e curador do Museu do Videogame Itinerante. 
Até onde suas lembranças alcançam, você poderia nos contar um pouco sobre como foram os seus primeiros contatos com jogos de vídeo games? Como idade, aonde foi, se foi jogando ou assistindo alguém jogar, como foi?
A primeira vez que vi um videogame na vida foi em 1977. Joguei um Telejogo Philco Ford, o primeiro console fabricado no país. O console não era meu, pois meus pais não tinham condições de comprar um. Ali eu já sabia o que eu queria para minha vida. Eram apenas três jogos ao estilo pong, mas ali foi uma paixão à primeira vista.
Meu primeiro console só fui ter em 1985. Foi um Supergame CCE VG-2800, comprado em Belém-PA quando morei na cidade. Esse console era um clone que custava metade de um Atari 2600 oficial, mas era o que ele podia pagar. Eu e meus irmãos fomos muito felizes com esse primeiro videogame e nos lançou nas próximas gerações.

Já que falamos do seu primeiro console, eu gostaria de saber agora qual foi o primeiro jogo que você comprou?
Meu primeiro jogo, na verdade, foi o que vinha junto com o Supergame CCE. Era o famoso PAC-MAN. Como meu pai não tinha dinheiro e ainda estava pagando o console, ficamos jogando apenas ele durante 1 mês, até descobrir uma locadora de cartuchos da Atari. 

Esse jogo tinha algo de especial, ou foi mera oportunidade de compra?
Era o que tinha, mas tivemos sorte de ter sido um dos maiores clássicos da história.

Qual a razão que o fez começar a colecionar consoles e jogos?
Eu já tinha uns 6 ou 7 consoles em casa e, em 2009, resolvi que escreveria um livro sobre videogames. Em minhas pesquisas na internet, descobri que havia milhares de informações erradas. Por isso, para não correr o risco de escrever informações erradas, comecei a buscar esses consoles. Tive dezenas de doações e comprei vários. Quando percebi, já tinha uns 80 consoles em casa.

E com que idade você iniciou a sua coleção?
Comecei a colecionar efetivamente em 2004 e, nesse ano, eu tinha 32 anos.

Em algum momento você precisou fazer grandes sacrifícios em pró de sua coleção?
Nunca encarei o colecionismo como sacrifício. O verdadeiro colecionador, principalmente aquele que não tem muito dinheiro para investir, precisa ter é paciência. Esse é a grande graça em colecionar. Garimpar em todos os locais, seja na própria cidade ou em outro países pode render muitos consoles raros e também bem mais baratos. 
Eu demorei mais de 10 anos para ter o Sega SG-1000 (o primeiro console da Sega) a um preço aceitável. Paguei menos de 100 dólares com um vendedor do Japão.

Fale-me um pouco sobre o console e o jogo que você tem e que desperta aquela sensação de orgulho toda vez que você olha pra ele.
Sem dúvida alguma o Atari 2600 Heavy Sixer, de 1977, fabricado em Sunnyvale-EUA, juntamente com alguns títulos da época, tais como River Raid, Seaquest, Moon Patrol, entre outros.

Qual foi o dia em que você mais gastou comprando itens (Jogos, consoles e assessórios) para sua coleção (Quanto foi no total e quais foram os itens)?
Nunca fui de gastar grandes somas, pois tenho sempre como foco garimpar itens com paciência. No entanto, em um determinado momento, arrematei com um colecionador do Brasil vários consoles da família Nintendo e Sega de uma vez só, tais como TV-Game 6, TV-Game, Nintendo Block Kuzushi, Sega Mark II, Sega Mark III e Casio Loopy. O investimento foi de uns R$ 6 mil reais.

Quais foram os cartuchos e os consoles que você teve mais dificuldade em adquirir?
O Sega SG-1000 foi um que persegui por 10 anos e consegui comprar a um preço fabuloso no Japão. Quanto aos jogos, consegui comprar nos EUA cerca de 200 jogos de Atari em excelente estado de uma vez só por 300 dólares.

Qual peça você tanto almeja para a sua coleção, mas que até hoje ainda não conseguiu?
Há dois consoles que gostaria muito de ter na coleção: o Fuji CX 1 – Divers 2000, um console extremamente raro no mundo inteiro que integra o Dreamcast a um monitor, e também o Mega Aiwa CD, um compact disc que tinha discman, entrada para fitas K7 e uma base que rodava jogos do Mega Drive.

Qual foi o lugar mais estranho que você frequentou para adquirir algumas dessas relíquias?
O primeiro console do mundo, o Magnavox Odyssey, de 1972, foi adquirido em um brechó de eletrônicos em San Francisco. Era um galpão gigante com equipamentos de todas as décadas. Eu me senti um verdadeiro caçador de relíquias :)

Conte-me uma história inesquecivelmente TRISTE na sua vida de colecionador.
Há alguns anos eu conversava com um colecionador sobre uma possível aquisição de alguns itens que ele tinha. Meses depois esse colecionador faleceu antes que fizéssemos negócio. Esse colecionador foi Norian Munhoz Júnior, que faleceu com câncer em 2010.

Agora uma inesquecivelmente FELIZ.
Em 2015, durante o museu do videogame itinerante em Fortaleza, recebi a visita de um senhor que era engenheiro aposentado que me procurou e disse assim: "Eu tenho um console que você não tem e gostaria de doá-lo à exposição". Eu sempre fico feliz com essa frase :). O console era um Splice Vision, de 1983, um clone raríssimo do Colecovision lançado no Brasil.

Você chegou a encontrar algumas dessas relíquias jogadas no lixo?
Sim. Já encontrei vários consoles e jogos jogados no lixo e não tive problema algum em pegá-los. Entre eles estavam Ataris, Dynavisions, Mega Drives e Nintendo 64.

Qual console ou jogo você vendeu ou trocou, mas se depois arrependeu?
Esse risco eu não corro. Jamais vendi ou troquei consoles que eu não tivesse pelo menos três unidades :)

E quando surge alguém querendo comprar?
Digo que ele pode comprar no mercado livre, olx ou ebay de outras pessoas :)

Quantos jogos você possui (Se não for um numero preciso, pode ser por alto)?
Por volta de 6 mil jogos. Parece muito, mas significa que são apenas 20 jogos por console. É claro que alguns eu tenho mais de 300 jogos e outros apenas uns 2 ou 3.

Quantos consoles (Se não for um numero preciso, pode ser por alto)?
Entre os que estão em exposição, os repetidos para backup, por volta de 340 consoles.

Você mencionou num de seus posts que, coincidentemente, foi aqui em Belém que você adquiriu o seu primeiro videogame, um Super Game CCE VG-2800, de 1984.  O que você esta achando da cidade de Belém atualmente e alguma diferença se comparado a ultima vez que esteve aqui?
Tive em Belém talvez umas das melhores lembranças da minha vida. Na época meu pai ainda era vivo e curtíamos muito a vida em família por aqui, indo para Mosqueiro, Salinas, etc. Estudei nas escolas Augusto Montenegro (estadual), Olimpus e Cetep.
Depois de 30 anos, a cidade obviamente mudou muito e para melhor. Fiz já algumas visitas para relembrar minha época na cidade e me emocionei bastante com as lembranças. 
Está sendo muito prazeroso estar de volta.

Apesar do envolvimento com o Museu do Vídeo Game Itinerante, você conseguiu um tempinho para passear pela cidade e quais lugares você mais gostou de visitar?
Sim... Já consegui visitar os locais onde morei, escolas onde estudei e alguns amigos que deixei aqui. O primeiro local que fui visitar com minhas filhas, esposa e mãe (sim, elas vieram acompanhar o museu porque estão de férias) foi o museu Emílio Goeldi, do qual sempre tive muito boas lembranças.

Sabemos que o Museu do Vídeo Game Itinerante fica em Belém até o dia 14 de Agosto (2016), mas você deixará nossa cidade nesse mesmo dia ou ainda pretende aproveitar um pouquinho mais?
Infelizmente volto para Campo Grande-MS no dia 29 de julho. Só consigo ficar 10 dias em cada cidade acompanhando o evento, pois preciso preparar os próximos destinos do Museu do Videogame Itinerante.

Há pretensões de voltar aqui em Belém novamente?
Sempre há pretensões em voltar a cidades que nos recepcionam tão bem.

E essa volta depende de algum fator influenciador para isso, ou é baseado numa programação?
Depende de uma programação. Não temos agenda disponível até setembro de 2017.

Quais são as próximas paradas do Museu?
Depois que sairmos de Belém, iremos para Fortaleza, São Paulo, Rio de Janeiro, etc...

Existe algum lugar na internet onde seus itens estejam listados para que qualquer um possa consultar?
Ainda estamos cadastrando os itens do museu. Pretendemos deixá-lo atualizado até o fim do ano no site www.museudovideogame.org.

Nas suas exposições pelo país, quais são os perfis de pessoas que mais frequentam esses eventos, se são crianças, adultos, idosos?
Famílias. Eu sempre digo que o museu do videogame itinerante é um evento de crianças de 3 a 60 anos. Há itens que trazem lembranças para gamers de todas as idades.

E o que essas pessoas mais procuram?
Atari, Nintendinho, Super Nintendo e PlayStation 1 são os mais procurados

Qual a reação das crianças quando se deparam com jogos, consoles, assessórios antigos?
Algumas acham os gráficos toscos, mas elas tentam jogar com muita curiosidade. O mais comum é usarem o controle do Atari de cabeça para baixo.

Qual a situação mais marcante que você já passado durante alguns desses eventos?
Ver marmanjos de mais de 40 anos chorando jogando River Raid :)

Teve algum momento em que você deixou de se considerar somente um jogador e se sentir um colecionador?
Espero que não chegue a este ponto e minha profissão me ajuda nisso. Eu sou pago para analisar games e isso me permite jogar sempre todos os dias os lançamentos. Na hora de me divertir, busco os antigos que me agradam mais.

Você teve (Ou tem) alguma influencia (Ou mesmo resistência) tanto de familiares quanto de amigos neste seu ramo de colecionismo?
O Museu do Videogame Itinerante surgiu a partir de uma resistência da minha esposa. Os videogames estavam dentro da minha casa e, em um dia de fúria, ela me deu um ultimato: Disse que ou eu montava um museu pra tirar tudo de casa ou eu e meus videogames iriam sair de casa. Eu obedeci e aí está o museu :)

Para você, o que significa ser um colecionador?
Aprender história da forma mais divertida possível.

Além de consoles e games, qual outra coisa você adoraria colecionar?
Televisores antigos.

Com o conhecimento que você tem, já chegaram a convidar você para palestrar? 
Já fiz dezenas de palestras pelo Brasil sobre videogames e já fui convidado para ser professor em cursos de desenvolvimento de jogos.

O que você tem jogado ultimamente e quais games têm chamado mais a sua atenção?
Jogo, obrigatoriamente, todos os lançamentos por conta do meu trabalho. O último que tive tempo de jogar até o fim foi Uncharted 4.

Quais os gêneros de jogos que você mais gosta?
Gosto muito dos jogos que envolvem não só ação, mas também descobertas e enigmas.

Quais jogos você considera os melhores de todos os tempos?
A lista seria gigante aqui. Nem me atrevo a colocar alguns :)

O que você poderia nos falar sobre as influências dos jogos do passado no mercado de games produzidos por iniciativas independentes (indies)?
O mercado de jogos indies, em minha opinião, tornou-se forte exatamente por resgatar o espírito dos jogos do passado. Eles não têm a obrigatoriedade da inovação da indústria que produz novos títulos para as novas gerações de consoles.

Agora vamos fazer o jogo do responda rápido! Eu digo uma coisa e você fala o que vier primeiramente em sua memória! Preparado?

Um jogo de 8Bits!
Mario Bros

Um jogo de 16 Bits!
Super Mario Bros

Um jogo de RPG!
Série Final Fantasy 

Um jogo de luta!
Street Fighter

Um console qualquer!
Atari 2600

Um item raro de sua coleção!
Splice Vision

Uma frase que defina a SEGA durante a década de 90!
Uma das mais inovadoras da história

Agora uma que defina Nintendo ontem e hoje!
Uma gigante adormecida

Um game Retrô!
River Raid

Agora um game dessa nova geração de consoles que mais chamou sua atenção!
Battlefield (ainda não foi lançado)

Um sonho de criança.
Todos os cartuchos de Atari

Vamos gerar um pouco de polêmica? Responda-me:

SEGA ou Nintendo?
As duas 

Mario ou Sonic?
Mario 

X-Box ou Playstation?
PlayStation 

Gostaria de finalizar a entrevista falando algo para os leitores do Blog, ou alguma mensagem para o povo de nossa cidade?
Convido a todos a conhecer a história dos videogames e se divertir com mais de 250 consoles de todas as épocas no Boulevard Belém, de 23 de julho a 14 de agosto.

Entrevista com Esdras Serrano (Salsa Wins):
Antes de começar a entrevista, gostaria que você falasse um pouco sobre quem é Esdras Serrano, idade, formação, profissão, local aonde mora, e etc?
Idade: 39 nascido em Recife-PE
Formação: Administração
Profissão: Coordenador do Museu do Videogame Itinerante
Moro atualmente no Ceará
Coleciono videogames e bastante. Hehe
Você poderia nos dizer como foi o seu primeiro contato com jogos de vídeo games e quais consoles e games você comprou primeiro?
Meu primeiro foi o tele jogo. Depois Odyssey, Dactar e Atari.

Você possui, atualmente, algum console ou jogo, se sim, quantos e quais?
Atualmente tenho em casa 212 consoles (De mesa e portáteis), uma maquina multijogos e um pinball. Tenho cerca de 2 mil jogos variados de várias plataformas.

Você costuma gastar muito com jogos?
Já gastei muito, hoje em dia eu manero.

Você frequentava locadoras de Videogames? Se sim, conte-nos um pouco algumas histórias vivenciadas nesses ambientes.
Sim, frequentava. Cheguei a ter uma por 3 anos na década de 90 em Recife. Fui assaltado e levaram tudo, ai desistir de locadora e só fiquei colecionando mesmo.

Como foi o seu envolvimento com o Museu do Videogame Itinerante e como foi sua trajetória até se tornar Coordenador dos eventos?
Conheci Cleidson a uns 5 anos eu anunciei um Nintendo 64 Pokemon em um grupo de games e o Cleidson que comprou e ficamos amigos. Quando o Museu começou a ser itinerante e Recife foi uma das primeira cidades o Cleidson me convidou. Eu tinha muitos videogames que o museu não possuía na época. Coloquei os videogames no museu e comecei a viajar o Brasil.

Quantas vezes você esteve em Belém, o que esta achando de nossa cidade, quais pontos turísticos você visitou e quais você mais gostou?
Nunca estive em Belém é a minha primeira vez. Não tive tempo de visitar pontos turísticos, mas gostei muito das pessoas daqui. Povo acolhedor.

Quais as dificuldades que você encontra enquanto coordena os eventos do Museu do Videogame Itinerante?
Dificuldade só encontro uma: mães querendo furar fila para colocar os filhos pra dançar no palco. Hehehe o resto é de boa.

Qual a lembrança mais marcante, tanto feliz quanto infeliz, que você tem durante as exposições do Museu?
Lembrança feliz é quando conheço outros loucos que nem eu que coleciona videogame. Infeliz é quando um videogame quebra.

O que você tem jogado ultimamente e quais games têm chamado mais sua atenção?
Ultimamente só o modo online do The Last of Us no PS4. Tem me chamado a atenção os jogos voltados para realidade virtual.

Quais os gêneros de jogos você mais gosta?
Survival Horror.

Se pedissem para você listar quais os melhor games e consoles de todos os tempos, quais itens entrariam nessa sua lista?
Playstation 2 FAT - jogo Shadow of Colossus
NES – jogo Super Mário 3
Super Nintendo – jogo Crono Trigger
Mega Drive – jogo The Secreto of Shinobi 
Master System – jogo Alex Kid Miracle World

Você tem algum site ou canal do YouTube?
Salsa Wins Games (https://goo.gl/nvjcpW)

Agora vamos fazer o jogo do responda rápido! Eu digo uma coisa e você fala o que vier primeiramente em sua memória! Preparado?

Um jogo de RPG!
Chrono Trigger

Um jogo de luta!
Samurai Shodown

Um console qualquer!
Top game CCE

Uma frase que defina a SEGA durante a década de 90!
Gambiarras

Agora uma que defina Nintendo ontem e hoje!
É Nintendo ou nada!!

Um game Retrô!
Contra

Agora um game dessa nova geração de consoles que mais chamou sua atenção!
Dark Souls

Um sonho de criança.
Seria conhecer o Ralph Baer, mas ele faleceu ano passado

Vamos gerar um pouco de polêmica? Responda-me:

SEGA ou Nintendo?
Nintendo

Mario ou Sonic?
Mario

X-Box ou Playstation?
Playstation

Gostaria de finalizar a entrevista falando algo para os leitores do Blog, ou alguma mensagem para o povo da cidade de Belém?
Que o povo de Belém continue acolhedor e alegre. Fui muito bem recebido, fiz novos amigos. E que falem para o shopping que vocês querem a volta do Museu do Videogame Itinerante em Belém.

O evento foi sensacional, haviam momentos em que não dava para jogar por conta de tantas pessoas visitando o Mudeu, gravei até alguns vídeos (Sem edição) só para dar uma palinha de como foi:



Também tenho publicado na internet dois álbuns com as fotos que bati no primeiro dia, uma no G+ na comunidade Retro-Gamers Brasil GPlus e outra na página do Gamer Desconstrutor do FaceBook. Gostaria de deixar meus sinceros agradecimentos tanto pela atenção  quanto pela colaboração ao Cleidson Lima e ao Esdras Serrano pela paciência o tempo e, principalmente por terem nos proporcionado essa experiência notável.

De Belém o Museu segue para Fortaleza - CE aonde ficará entre os dias 03/09 A 25/09 no Shopping rio mar Fortaleza, daí ele segue para São-Paulo - SP, onde permanecerá entre os dias 08/10 A 30/10 no Shopping SP Market, o link para a Agenda Itinerante você confere CLICANDO AQUI. Se quiserem saber mais sobre o Museu, basta CLICAREM AQUI.

Se você ainda não conhece, amanhã será o ultimo dia! Não percam essa oportunidade de viajar no tempo rumo ao antigo mundo dos consoles de vídeo games! Vida Longa e Próspera à Todos!
\\//_


11 comentários:

  1. Belo trabalho Yoz muita informação boa pra quem curte video game.

    E eu ainda continuo querendo que ele me dê aquele NEC PC-FX kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

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    1. Obrigado, irmão! Foi muito bom ter feito essa entrevista...

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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    1. Um dia, quem sabe, o Museu não chega até sua cidade...
      ;-)

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  3. Muito bom Yoz e já tive oportunidade de participar de uma live com o Esdras, esse cara é uma figura haha, em outubro esse museu vai estar aqui em SP e eu vou conferir =D

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    1. Bate umas fotos e grava uns vídeos!
      ;-)
      E se fizer outra live com ele ou com o Curador do Museu, me avise.
      :-)

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  4. Que saudade da época em que se assoprava fita, bons tempos.

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    1. Verdade, Naty, também sinto muita falta disso, da minha época de colégio, das disputas nas locadoras.
      Obrigado pela visita e volte sempre!

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  5. Eu não sabia que você era de Belém, que nem eu.

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  6. Eu não sabia que você era de Belém, que nem eu.

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  7. Rapaz, que legais as entrevistas e vídeos!
    Eu tô na expectativa aqui de quando chegar em SP pra visitar, vou com certeza nem que seja pra olhar. Quero babar nos consoles raros que nunca vi, tipo os Sg-1000 e 2000.
    Pelo visto até mesmo os caras que investem bastante em jogos estão com freio de mão puxado hj em dia por causa dos preços inflacionados de consoles e jogos, pelo que senti das entrevistas. Uma pena. Mas faz parte.

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